domingo, 10 de junho de 2018

sábado, 9 de março de 2013

De Barbarismos Civilizados




“This is not the scene I dreamed of. Like much else nowadays I leave it feeling stupid, like a man who lost his way long ago but presses on along a road that may lead nowhere.”
Talvez o trecho final do romance Waiting for the Barbarians, do nobel de literatura J. M. Coetzee, diga mais sobre seu autor e seus leitores do que sobre o próprio livro. Partindo da chegada de um oficial da Guarda Civil do Império, o romance nos leva no fluxo de consciência do Magistrado, que vê a paz em que viveu como representante da Pax imperial nas últimas décadas esfacelar-se, pois o oficial representa um Império que já não sabe como lidar com o outro, com os bárbaros. O magistrado indaga-se se há outras diferenças entre seu povo e os bárbaros, além da fronteira tênue que os separa, enquanto assiste impotente a prisões, torturas e mortes levadas a cabo por homens cheios de certezas, que não veem tenuidade alguma.
Suas dúvidas o levam à queda, como se sua vida fosse um símbolo do próprio império que desaba, embora seja usado exatamente como símbolo oposto: sua prisão, tortura e degradação são levados a cabo como exemplo para aqueles que não enxergam os bárbaros como o Inimigo.
O crítico Bernard Levin compara Coetzee a Kafka. Talvez Waiting for de Barbarians não seja um romance propriamente kafkiano, mas há com certeza uma correlação entre a obra e o que pensava Kafka sobre o que deveria ser a literatura: o machado que quebra o mar gelado em nós.
Levados pelas suas dúvidas, as situações de dor e humilhação que o levam a refletir sobre sua atitude diante do outro tornam-se uma alegoria para nós próprios, levando a refletir com certo desconforto sobre nossas posições pessoais e políticas, sobre nosso lugar no mundo e o lugar do mundo em nós. Até onde nossas atitudes refletem aquilo que declaramos ser justo.
Encarar a espera pelos bárbaros é encarar a nós próprios, nossos temores, nossas dúvidas, nossa fragilidade diante de um mundo ao qual não conseguimos imprimir o sentido que desejamos, e que evitamos enfrentar até perdermos o controle até mesmo sobre nossa própria liberdade.
No fim das contas, não somos todos nós homens perdidos que insistem em trilhar uma estrada que não dará em lugar algum?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Borges Cosmopolita



Quem pretende ir a Buenos Aires nas próximas semanas tem um motivo a mais para fazê-lo. Dentro da programação da Casa de la Cultura, bem próximo da Casa Rosada, ocorre a mostra “Borges Cosmopolita”, um perfeito casamento entre escultura e literatura.

Em homenagem ao centésimo décimo primeiro aniversário do escritor argentino, a mostra traz a obra “Libro de la Vida”, do escultor Raúl Farco. Uma árvore com entroncamentos e bifurcações, além de distorções que levam a novos galhos. Como os livros.

Ao redor da árvore, vinte e cinco livros entalhados em pedra, cada um trazendo na capa uma das memoráveis frases de Borges.

Justa homenagem ao homem que imaginava o paraíso como uma espécie de biblioteca, no ano que Buenos Aires foi eleita Capital Mundial do Livro.

Amâncio Siqueira

domingo, 31 de julho de 2011

Um erístico engano


Devo confessar-me entre o número das pessoas iludidas.

Entretanto, não o fui por um descuido dentro do debate. Posso dizer que o fui somente antes que o debate se iniciasse.

Esse é o problema da atualidade: o adversário usa de artimanhas erísticas mesmo antes de começar a debater.

O debate a que refiro, assim como o engano em que caí, foi a compra do livro Como vencer um debate sem precisar ter razão, publicado pela Topbooks. O primeiro estratagema usado pela editora é o argumentum ad verecundiam, já que ela atribui a Arthur Schopenhauer um livro de Orvalho de Carvalho. Obviamente que tal argumentum é extremamente eficiente, tanto que eu comprei o livro por querer aprofundar-me na obra do filósofo alemão (além do prazer que tenho em ler suas tiradas de ácido pessimismo). Se eu não compraria um livro de Olavo de Carvalho antes de conhecê-lo, muito menos o faria após.

Bem, no debate dialético que ocorre entre um livro e seu possível leitor, no qual o livro apresenta argumentos favoráveis e contrários à própria compra, saiu vencedora a editora, pois acabei cedendo aos argumentos favoráveis. Todavia, no debate com o livro já comprado, quando passa-se a discutir com o próprio autor, posso dizer que me saí melhor. Ao menos não comprei inadvertidamente seus conceitos.

Posso afirmar que muito disso se deve à falta de tato do Olavo mesmo. Sua nota prévia de dez páginas, nas quais só fala de si mesmo, já deixa o leitor alerta para possíveis enganos travestidos de erudição. Lá pelas cinquenta páginas que se passa à procura de Schopenhaeur, surge essa engenhosa descrição do mesmo: essa alma religiosa e sofredora. Pensei: teria pego um tratado sobre Kierkegaard por engano? Não, eu não estava enganado sobre o livro que tinha em mãos, e também não fui, daí em diante, enganado por ele.

Das duzentas e cinquenta páginas do volume há sim umas cinquenta do próprio Schopenhauer, e todas as outras são de Olavo de Carvalho comentando Aristóteles ou “demonstrando” o quanto Schopenhauer não é aristotélico. Ele poderia ao menos ter se perguntado se Schopenhauer tinha alguma intenção de ser aristotélico.

Corrijo-me: longe de serem todas as páginas escritas por Olavo comentários sobre Aristóteles, e estaria cometendo e sujeito e ser alvo de ampliação indevida: há um enorme espaço dedicado ao combate contra a “esquerda intelectualóide”, à defesa do mccarthismo como verdadeira prática democrática, e de empresas ou indivíduos investigados pelas ditatoriais CPI's do Congresso Nacional.

Em comentários sobre o argumentum ad verecundiam (argumento de autoridade), depois de uma longa nota em que reflete sobre a dificuldade que esquerdistas têm para raciocinar por si mesmos, e sensibilizado pelo fato de, para a “esquerda”, qualquer indivíduo sem nenhuma capacidade intelectual erigir-se a autoridade em qualquer matéria pelo simples fato de ter sido torturado pelo regime militar, escreve: “A autoridade dos poetas varia conforme a época e lugar. Clássicos gregos não exercem em geral, no Brasil de hoje, o menor efeito. Nos meios universitários, é preciso citar Guimarães Rosa, Fernando Pessoa, Jorge Luís Borges ou Nélson Rodrigues (por irônica coincidência, todos conservadores, politicamente).” De fato, que “irônica coincidência” que seu exemplo posterior simplesmente contrarie sua tese! O autor simplesmente faz uma instância, ou exemplum in contrario, de si mesmo.

Porém não se engane o leitor, caindo numa pista falsa, ao acreditar ser isso um símbolo de honestidade de Olavo de Carvalho.

Veja como ele consegue utilizar diversos estratagemas erísticos para “rebater” a refutação do argumento ontológico de Anselmo de Canterbury, feita por Kant:

“(Anselmo) diz, em essência, o seguinte: 'deus é, por definição, o ser perfeito; ora, a inexistência é uma imperfeição; logo, ela não faz parte da natureza de deus'. Segundo Kant, a prova ontológica, sendo a priori, só se refere ao conceito de deus e não implica que o objeto conceituado exista realmente. Dito de outro modo, da análise de um conceito não se pode deduzir a existência de seu objeto. Mas as coisas não são tão simples. Coloco à refutação de Kant as seguintes objeções: 1º A evidência de uma proposição pode ser reconhecida não só pelo sentido de certeza, isto é, subjetivamente, mas também por análise lógica: proposição auto-evidente é aquela que só pode ser contraditada por uma proposição equívoca, isto é, de duplo sentido. 2º logo, um juízo auto-evidente não pode ser hipotético ou puramente formal: é sempre um juízo categórico de alcance ontológico. 3º A proposição “um ser necessário existe necessariamente” é auto-evidente, porque é impossível decidir se sua contraditória é “um ser necessário não existe de maneira necessária” ou “um ser necessário necessariamente inexiste”. 4º Logo, o juízo “um ser necessário existe necessariamente” não pode ser hipotético, não se aplicando portanto, ao caso, a distinção entre “Deus” e “o conceito de Deus”. Fica assim derrubada a objeção kantiana.”

Primeiro estratagema: misto de distinção de emergência e mutatio controversie: o argumento ontológico trata de perfeição, e não de necessidade.

Segundo: manipulação retórica e argumento sofístico: o jogo de palavras é bem lindinho, mas não passa de um jogo. Olavo parte de uma premissa “subentendida” que ninguém comprovou ou aceitou inicialmente: deus é necessário, e esse deus é o cristão. Ele deveria ter demonstrado como chegou a uma conclusão que tornou-se premissa para seus floreios retóricos. Como conheço alguns cristãos, dou-me a liberdade de imaginar o processo:

Um ser necessário é aquele do qual se necessita,

Eu necessito de deus; logo, ele é necessário.

O deus em que acredito é o cristão;

logo, os outros deuses não são necessários.

Conclusão: o deus necessário é o deus cristão.

Lembrando que essa lógica do “argumento auto-evidente” pode ser usada para afirmar ou refutar qualquer coisa. O Alcorão diz que atribuir um filho a deus é loucura, e que o fato de deus não ter nenhum filho é uma verdade auto-evidente. Devo então converter-me ao Islã?

Terceiro: falsa proclamação de vitória. Olavo de Carvalho derruba por terra a refutação ao argumento ontológico, aos seus próprios olhos. (Por que será que Craig não pensou nisso antes?)

Para não escrevermos um texto muito longo, atenho-me a outro exemplo aberrante de lógica:

Schopenhauer faz alusão à frase Quid est veritas?, atribuída a Pilatos, Olavo de Carvalho acresce uma nota comedida e necessária ao bom andamento do livro:

“Não devemos esquecer que, ao fazer essa pergunta com ar tão sábio, o pedantíssimo Pôncio tinha a verdade bem diante dos olhos da cara, e não a reconheceu.”

Por óbvio, um prisioneiro ferido que se nega a defender-se é também uma verdade auto-evidente. Sem contar que um livro de Schopenhauer não poderia passar sem uma apologia ao cristianismo. Na próxima vez, a Topbooks poderia contratar Silas Malafaia para comentar O Anticristo, de Nietzsche.

Aliás, a elegância dos argumentos ad hominem, de rótulo odioso e ad personam de Olavo são um capítulo à parte.

Para um Olavo de Carvalho que se arroga defensor da racionalidade, sua última frase é emblemática: “É sempre a tentação da Árvore da Ciência que leva o homem a perder a Árvore da Vida.”

Nada mais adequado para um filósofo do conhecimento, que despende grande volume dos comentários a um livro pretensamente de Schopenhauer a combater o “irracionalismo” do filósofo alemão.

Socó Pombo

De críticas à feminilidade e feminilidades críticas

“Essa questão sobre literatura feminina é uma questão de poder, e não de literatura. Tanto é uma questão de poder que não alcança as grandes escritoras. Ninguém questiona a literatura de Cecília Meireles como literatura feminina.”

Marina Colassanti

Na Flip 2011, em mesa composta por Pola Oloixarac e Valter Hugo Mãe, a escritora argentina afirmou que a crítica tem uma abordagem diferenciada em relação às escritoras, deixando de abordar os temas pertinentes à literatura para abordar outros que não deveriam ser importantes para o leitor, ao mesmo tempo em que trata alguns temas como estranhos às escritoras. Quando o autor português expressou o projeto de escrever um livro sobre o desejo de ser pai, Oloixarac ironizou: "Se eu escrevesse um livro sobre este mesmo tema, iriam dizer que eu soava como uma das garotas daquele seriado, 'Sex and the City'”.

Em conversa com Luzilá Gonçalves e Marina Colassanti, durante o Festival de Inverno de Garanhuns, Cida Pedrosa perguntou exatamente se existe uma “literatura feminina”, e parte da resposta de Colassanti abre este texto.

Confesso que essa questão, assim como tantas outras internas ou externas à literatura, como se Capitu traiu ou não, ou se o Jabuti foi ou não justo, sempre passaram alheias a mim. Entretanto, são questões que se apresentam vez ou outra, e às vezes nos exigem um pouco de reflexão, nem que seja para que passem novamente ao alheamento.

Sobre o tema da paternidade ou maternidade em literatura, calhou de eu estar lendo exatamente no momento da efervescência do debate sobre a feminilidade literária o Balé Branco, de Carlos Heitor Cony, que traz uma bailarina que quer ter um filho de forma independente como a personagem principal, e é uma perfeita mostra de um tratamento literário para tal tema sem resvalar no simplismo de uma literaturagem.

Talvez a leitora ache que eu penso dessa forma pelo fato de o livro ser escrito por um homem e trazer uma ótica pouco feminina, com sua frase final: “Também, para quê?”. Nada mais distante da realidade. Primeiramente, por não considerar que haja um sentimento homogêneo que possa chamar-se feminino, e Betinha me pareça tão feminina quanto qualquer outra personagem. E, de maneira ainda mais profunda, pelo fato de eu não dar importância para as questões de gênero na literatura exatamente por nunca ter colocado tais vendas em minhas leituras. Não atoa, um dos melhores livros que já li, Memórias de Adriano, foi escrito por uma mulher, Marguerite Yourcenar, e trata precipuamente de um amor homossexual masculino.

Vejo uma crítica diferenciada por gêneros, porém por um ângulo diferente: recebem destaque exatamente mulheres que fazem literaturagem para mulherzinhas, de preferência adolescentes que leem Capricho ou recém-chegadas ao mundo de Contigo e Caras.

Sou admirador das Marguerites Yourcenar e Duras, de Isabel Allende, Laura Esquivel, Clarice Lispector, entre tantas outras escritoras de literatura, e o que observo, ao menos na internete, é que pouco valor se dá para esse tipo de escritoras, ou ao menos a novas escritoras que pertençam a essa categoria. Talvez essa preocupação exacerbada com as aparências que contamina toda a nossa sociedade esteja também impregnada no meio literário, e também aí atinja em cheio as mulheres, que não hesitam em manter essa indústria de massificação da moda. Talvez o fato dos escritores não fazerem muita questão de serem bonitos os livre de uma exigência do público e da crítica nesse sentido. Creio que passaremos ainda alguns anos sem a necessidade de um muso nas feira literárias, enquanto as musas serão cada vez mais destacadas.

Ao menos o que deduzi das falas de Oloixarac foi uma aparente contradição: ao mesmo tempo o desejo de tratar de temas a la Sex and the City sem esteriotipização da crítica e a vontade de ter direito de tratar temas profundos. Ou talvez ela tenha tecido duas críticas distintas a duas críticas distintas: uma crítica universitária mais hermética, preocupada com o trato da linguagem e a abordagem dos grandes temas de forma inovadora, e a crítica jornalística, “superficial”, que, até mesmo por causa do pouco espaço, atribui rótulos, e está sempre à procura do novo bestseller com linguagem-simples-como-um-roteiro-de-cinema. Vale lembrar que um volume altíssimo de ambas é produzido por mulheres.

O que depreendi da crítica internética e jornalística é que é impossível escrever bem e escrever para o mercado, seja um escritor ou uma escritora. Não que uma excelente obra não possa tornar-se sucesso de público, mas tais grandes obras necessariamente passarão por um caminho mais longo para chegar a tal. Como qualquer outro produto, o livro é mais difícil de ser vendido quando não traz um rótulo que o identifique com determinado público alvo.

Note-se que, no afã de escrever uma crônica contra os rótulos, acabo de rotular Balé Branco e Memórias de Adriano. Os rótulos que acabo de criar não traduzem o poder desses livros. Nenhum resumo de duas linhas é capaz de dar uma ideia mínima de um grande livro. Rótulos são necessários para que consumidores massificados sejam atraídos para produtos industrializados, prontos para o consumo. E é aí que, a meu ver, se encaixam as literaturagens para mulherzinhas, adolescentinhos, homossexuaizinhos, nerdinhos, negrinhos, cristãezinhos, ateuzinhos ou quaisquer outros. Livros de vitrine, com público alvo, conteúdos ensacados com tabela de nutrientes por porção.

Em tempo: sobre o projeto de Valter Hugo Mãe: que temazinho de homenzinho, hein?

Amâncio Siqueira

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A mentira que somos! Nós, os hipócritas!

Foto extraída do Flickr de Niobe.13

Estou em plena Praça Arruda Câmara, centro de Afogados da Ingazeira. Crianças correm de um lado para o outro, o vento acarinha as folhas das árvores mais copadas, uma coruja risca, velozmente, o céu. A lua, tímida, se esconde entre uma nuvem e outra. Faz frio, busco aquecer-me usando o cobertor das palavras, os questionamentos que a minha imaginação teima em rabiscar. É noite. “Zabé Galinha”, figura mítica da cidade, perambula trôpega de aguardente e abandono. Rejeita os afetos, os consolos, a moral; quer os centavos, a embriaguez, a intensidade. Rejeita os princípios, busca os precipícios. Farta da vida? Não! Cheia de vida! Mendiga para continuar vivendo! Ou seria, continuar morrendo? Há mais metafísica em Zabé que na poesia do Pessoa, há mais filosofia nela que nos enormes compêndios filosóficos escritos com exaustão pelos filósofos ao longo dos séculos. Há nela mais existência que em cada minuciosidade da Bíblia. Blasfêmia? Não! Verdade!

Devagar, com vagar, me volto para a beleza gótica da catedral, orgulho dos afogadenses, deslumbre para os olhos. Baixo um pouco o olhar, e deparo-me com a contradição, o absurdo. Nós, eu e o mendigo. A beleza e a tristeza de mãos dadas. Mendigo que ali está, de mãos separadas de toda a caridade. Eu e minhas insignificantes palavras; ele e sua fome, e seu silêncio e sua desmedida solidão. Eu e minha hipocrisia.

O silêncio do mendigo que deita sua fome; na calçada da catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, possui mais eco que qualquer homilia proferida em seu interior. A gramática do seu silêncio verbaliza melhor a fé que os discursos decorados do eclesiástico. Há mais religião em seus sujos farrapos que nos rosários das carolas que transbordam indiferença. O seu estar no mundo é mais digno de louvor e reverência do que as imagens moldadas em gesso e madeira que habitam aquele lugar. Esconder-se nos muros frios e arcanos de uma religião é algo sórdido, desprezível, é indigno das chagas de cristo. Do seu morrer, do seu ressuscitar. Olhemo-nos. Não a nossa vaidade, mas a nossa mentira. Não o mundo que inventamos, mas as pessoas que de fato somos, a grande mentira que somos, a verdade que fingimos ser.

Não sei do mundo; nem de mim. Como não sei com qual ousadia me atrevo a discorrer sobre o estar das pessoas no mundo; mas não quero viver fingindo-me cego aos seus/nossos melancólicos aconteceres. E você?

Alessandro Palmeira

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Festival da Palavra em Garanhuns

Paralelamente ao Festival de Inverno de Garanhuns acontecerá o Festival da Palavra, com programação rica, que bamboleia do popular ao cult, do abstrato ao concreto, da fama ao esquecimento.

Site do Festival da Palavra

Blog comandado por Helder Herik, Wagner Marques e Mariane Bigio, com novidades sobre o Festival, videos e entrevistas com escritores e leitores. O público pode participar de sorteios diários de livros.

Disk Literatura – Poesia Delivery

O público pode solicitar pelo Disk Literatura recitais em suas casas. Um serviço gratuito levará os poetas para os destinos solicitados.

Poesia no Beco

O beco da Academia de Letras de Garanhuns receberá painéis para que os poetas deixem seus poemas. Cada página do painel será transformada em páginas digitais de um livro que será publicado e atualizado durante todo o festival aqui no blog da palavra.

A palavra perfeita

15 de julho (sexta-feira)

15h às 16hPALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia no beco – Abertura da intervenção poética e grafitagem com os escritores participantes do Festival da Palavra, com a participação do acadêmico e presidente da Academia de Letras de Garanhuns, João Marques.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

17h – às 18h – PALAVRA NO PALCO – Recital Cantos (DI) Versos – Com Chico Pedrosa, Marcos Passos, Marconi Melo, Adiel Luna e Tiago Martins.

LOCAL: Palco da Cultura Popular

19h às 20h - BERLINDA PALAVRA – Crime é o amar - Marcelino Freire conversa com Artur Rogério sobre amor, literatura e outras mentiras. Mediação: Nivaldo Tenório.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

20h – LANÇANDO A PALAVRA - Marcelino Freire autografa seu livro “Amar é crime” e conversa com os leitores.

LOCAL: Bar Budega

16 de julho (sábado)

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Carroça do Encantado - Atores e músicos realizam intervenção poética urbana pelas ruas de Garanhuns

LOCAL: Centro

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra- Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Artur Rogério.

LOCAL: Bairro Boa Vista

16h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Carroça do Encantado - Atores e músicos realizam intervenção poética urbana pelas ruas de Garanhuns

LOCAL: Parque Euclides Dourado

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra - Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Boa Vista

19h às 20h - PALAVRA NO PALCO – Tríaderecital de poesia homoerótica. Com Raimundo Moraes e Klayton Cabral. (PÚBLICO ADULTO)

20h – PELEJA DA PALAVRA - Concurso de recitação em que o público é o júri. O vencedor fará uma participação especial no Caminhão da Cultura.

LOCAL: Bar Budega

17 de julho (domingo)

10h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra- Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Artur Rogério.

16h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

17h30 – PALAVRA NO PALCO – Vire a página – Recital com o Grupo Vozes Femininas.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

19h - LANÇANDO A PALAVRA – Silvana Menezes autografa seu livro “Vire a página” e conversa com os leitores.

LOCAL: Bar Budega

18 de julho (segunda-feira)

9h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Castainho

10h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Artur Rogério.

15h - PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Timbó

15h às 18hBERLINDA PALAVRACírculo de Leituras: Dois sertanejos na metrópole. Sidney Rocha conversa com Cícero Belmar. Mediação: Manuel Constantino.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

16h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

19 de julho (terça-feira)

9h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Jardim

10h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Artur Rogério.

LOCAL: Bairro Indiano

15h às 17h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Caluete

15h às 18hBERLINDA PALAVRA – Círculo de leituras: Senhores do destino. Raimundo Carrero conversa com Paulo Santos. Mediação: Manuel Constantino.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

16h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Indiano

20 de julho (quarta-feira)

9h às 11h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Estrela

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane e Malungo.

LOCAL: Bairro Cohab I

15h - PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Estivas

15h às 18h BERLINDA PALAVRA – Círculo de leituras. Literatura em voz alta – Ronaldo Correia de Brito conversa com Cida Pedrosa. Mediação: Manuel Constantino.

LOCAL: Academia de Letras de Garanhuns

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Cohab I

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Wagner Porto e Vitória Gabrielle.

LOCAL: Bairro Magano.

20h – LANÇANDO A PALAVRA - Cida Pedrosa autografa seu novo livro “Miúdos” e conversa com os leitores.

LOCAL: Bar Budega

21 de julho (quinta-feira)

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Malungo.

LOCAL: Bairro Cohab I

15h às 17h - PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – Poesia ao pé do ouvido – Intervenção poética em comunidades do programa Arca das Letras, com Silvana Menezes.

LOCAL: Estivas

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Wagner Porto e Vitória Gabrielle.

LOCAL: Bairro Boa Vista

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Cohab I

20hPALAVRA NO PALCO – Microfone aberto com poetas convidados e da região.

LOCAL: Bar Budega

22 de julho (sexta-feira)

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Malungo.

LOCAL: Bairro Magano

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Wagner Porto e Vitória Gabrielle.

LOCAL: Bairro Boa Vista

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Magano

17h às 18h – PALAVRA NO PALCO – Em cena cordel. Recital poético com os poetas Paulo André, Demétrio Rangel e Jerlane Silva.

LOCAL: Casarão dos Pontos de Cultura

19h às 20h - BERLINDA PALAVRA – Literatura, novas mídias e o livro-objeto. Homero Fonseca conversa com Karina Calado. Mediador: Aristóteles Bastos.

20hPALAVRA NO PALCO – Microfone aberto com poetas convidados e da região.

23 de julho (sábado)

23 de julho (sábado)

10h às 12h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Mariane Bigio e Malungo.

LOCAL: Bairro Magano

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Wagner Porto e Vitória Gabrielle.

LOCAL: Bairro Cohab I

16h às 18h – PALAVRA NO MEIO DO MUNDO – A gente da palavra – Poetas declamam seus poemas de porta em porta por Garanhuns. Com Valmir Jordão e Miró.

LOCAL: Bairro Magano

19h – PALAVRA NO PALCO – Pernambuco mulher fêmea, recital com o grupo Vozes Femininas.